Aplicação:
Placa para torno autocentrante 3, 4 e 6 castanhas, hidraulica, pneumatica e independente para tornos CNC e convencionais. Castanhas monobloco e reversiveis. Entrega para todo o Brasil. Pedidos: (11) 3978-5515.
Ref: PA3CM-FC
Placa Autocentrante com 3 Castanhas Monobloco - Fixação Camlock
Preço: Sob Consulta
Ref: PA3CM-FF
Placa Autocentrante com 3 Castanhas Monobloco - Fixação Frontal
Preço: Sob Consulta
Ref: PA3CM-FF-CA
Placa Autocentrante com 3 Castanhas Monobloco - Fixação Frontal - (Corpo de Aço)
Preço: Sob Consulta
Ref: PA3CM-FT
Placa Autocentrante com 3 Castanhas Monobloco - Fixação Traseira
Preço: Sob Consulta
Ref: PA3CM-HC
Placa Autocentrante com 3 Castanhas Monobloco - Haste Cônica
Preço: Sob Consulta
Ref: PA3CR-FC
Placa Autocentrante com 3 Castanhas Reversíveis - Fixação Camlock
Preço: Sob Consulta
Ref: PA3CR-FF
Placa Autocentrante com 3 Castanhas Reversíveis - Fixação Frontal
Preço: Sob Consulta
Ref: PA3CR-FF-CA
Placa Autocentrante com 3 Castanhas Reversíveis - Fixação Frontal - (Corpo de Aço)
Preço: Sob Consulta
Ref: PA3CR-FT
Placa Autocentrante com 3 Castanhas Reversíveis - Fixação Traseira
Preço: Sob Consulta
Ref: PA4CM-FT
Placa Autocentrante com 4 Castanhas Monobloco - Fixação Traseira
Preço: Sob Consulta
Ref: PA4CR-FT
Placa Autocentrante com 4 Castanhas Reversíveis - Fixação Traseira
Preço: Sob Consulta
Ref: PA6CM-FT
Placa Autocentrante com 6 Castanhas Monobloco - Fixação Traseira
Preço: Sob Consulta
Ref: PCU3CR
Placa para Centro de Usinagem com 3 Castanhas Reversíveis
Preço: Sob Consulta
Ref: PCU4CR
Placa para Centro de Usinagem com 4 Castanhas Reversíveis
Preço: Sob Consulta
A placa para torno mecânico é um dispositivo de fixação instalado no eixo do torno, responsável por prender e centralizar a peça a ser usinada durante as operações de torneamento. Ela é composta por um corpo metálico circular e castanhas (garras) que se movimentam radialmente para apertar a peça. É um dos acessórios mais importantes do torno, pois garante a segurança, precisão e estabilidade durante a usinagem de peças cilíndricas, hexagonais ou irregulares.
Existem vários tipos de placas para torno mecânico, cada uma indicada para diferentes aplicações: Placa autocentrante de 3 castanhas (a mais comum, ideal para peças cilíndricas e hexagonais), Placa de 4 castanhas independentes (permite fixar peças irregulares e fazer ajustes individuais de cada castanha), Placa de 6 castanhas (oferece maior precisão e melhor distribuição de força para peças delicadas), Placa hidráulica (fixação rápida e precisa por acionamento hidráulico, ideal para produção em série), Placa pneumática (usa ar comprimido para fixação rápida), Placa combinada (combina castanhas independentes e autocentrantes), e Placa para centro de usinagem (adaptada para tornos CNC e centros de usinagem).
A placa autocentrante possui castanhas que se movem simultaneamente quando o operador gira a chave, centralizando automaticamente a peça. É ideal para peças regulares (cilíndricas, hexagonais) e garante praticidade e rapidez na fixação. Já a placa de castanhas independentes permite ajustar cada castanha separadamente, o que possibilita fixar peças irregulares, excêntricas ou de geometria complexa com precisão. A autocentrante é mais usada em produção e operações rápidas, enquanto a de castanhas independentes é preferida em trabalhos que exigem posicionamento preciso e peças fora do padrão.
A manutenção adequada da placa de torno garante precisão, segurança e maior vida útil. As principais práticas incluem: limpeza regular das ranhuras e castanhas com escova e solvente para remover cavacos e sujeira; lubrificação periódica das roscas das castanhas e guias com graxa específica para máquinas-ferramentas; verificação do aperto e desgaste das castanhas; inspeção do corpo da placa em busca de trincas ou deformações; balanceamento quando necessário para evitar vibrações. Recomenda-se realizar uma limpeza completa a cada turno de trabalho e uma manutenção preventiva detalhada mensalmente ou conforme recomendação do fabricante.
O tamanho da placa deve ser compatível com o diâmetro de giro sobre o barramento do torno. Como regra geral, a placa deve ter diâmetro entre 60% e 80% do balanço do torno. Por exemplo, para um torno com 300mm de balanço, recomenda-se uma placa de 160mm a 250mm. Além do diâmetro, é fundamental verificar o tipo de nariz do eixo (rosca, flangeado DIN ou Camlock) para garantir a compatibilidade de montagem. O tamanho também deve considerar o diâmetro máximo das peças que serão usinadas. Consulte o manual do torno ou um especialista Fermec para indicação precisa.
As castanhas são as peças móveis da placa de torno responsáveis por prender a peça a ser usinada. Elas deslizam radialmente por ranhuras no corpo da placa, aproximando-se ou afastando-se do centro. Nas placas autocentrantes, todas as castanhas se movem simultaneamente através de um mecanismo de scroll (placa espiral), garantindo centralização automática. Nas placas independentes, cada castanha é ajustada individualmente por um parafuso próprio. As castanhas podem ser do tipo "duras" (fixas, para maior resistência) ou "moles" (usinadas no local para maior precisão de centramento). Existem também castanhas reversíveis, que permitem fixar tanto peças de pequeno quanto de grande diâmetro.
A velocidade máxima de rotação varia conforme o diâmetro e o modelo da placa. Placas menores suportam rotações mais altas, enquanto placas maiores exigem velocidades mais baixas por questões de segurança e balanceamento. Como referência: placas de 160mm podem girar até 3.000 RPM, placas de 250mm até 2.000 RPM, e placas de 400mm ou maiores não devem ultrapassar 800-1.000 RPM. Sempre consulte as especificações do fabricante gravadas na própria placa ou no manual técnico. Nunca ultrapasse a velocidade máxima indicada, pois isso representa risco grave de acidentes e danos ao equipamento.
Para montar e desmontar uma placa de torno com segurança, siga estes passos: 1) Desligue o torno e aguarde a parada total do eixo; 2) Coloque uma proteção de madeira sobre o barramento para amortizar uma possível queda da placa; 3) Para desmontar, use a chave adequada para soltar a placa do nariz do eixo (geralmente rosca ou sistema Camlock); 4) Nunca use o motor para ajudar a soltar a placa; 5) Para montar, limpe as roscas e superfícies de contato, aplique lubrificante adequado e aperte firmemente; 6) Verifique a fixação antes de ligar o torno; 7) Use sempre EPIs (óculos, luvas e sapato de segurança). Em caso de dúvida, consulte o manual do fabricante.
As placas para torno são versáteis e permitem usinar uma ampla variedade de materiais, incluindo: aços carbono e aços inoxidáveis, ferro fundido, alumínio e ligas de alumínio, cobre e ligas de cobre (bronze, latão), titânio, plásticos de engenharia (nylon, POM, PTFE), madeira e materiais compostos. A escolha do tipo de castanha e do material das garras pode influenciar no acabamento e na fixação segura de cada material. Para materiais macios ou com acabamento superficial delicado, recomenda-se o uso de castanhas com proteção ou forradas, evitando marcas na peça. Consulte a equipe Fermec para a melhor solução de fixação para seu material.
A placa de 3 castanhas é autocentrante: as três garras se movem simultaneamente, centralizando automaticamente a peça. É ideal para fixar peças cilíndricas, hexagonais e redondas com rapidez e praticidade. Já a placa de 4 castanhas independentes permite ajuste individual de cada garra, sendo indicada para peças quadradas, retangulares, irregulares ou excêntricas que exigem posicionamento preciso. A placa de 3 castanhas é mais comum em produção seriada, enquanto a de 4 castanhas é preferida em trabalhos de precisão e peças de geometria complexa. A escolha depende do tipo de peça, da precisão exigida e da velocidade de setup necessária na operação.
A placa autocentrante 3 castanhas move as tres castanhas simultaneamente por um mecanismo scroll, centralizando pecas cilindricas e hexagonais de forma rapida. E ideal para producao em serie onde velocidade de troca e prioridade. A concentricidade tipica fica entre 0,03 mm e 0,10 mm. Ja a placa independente 4 castanhas ajusta cada castanha individualmente com chave, permitindo centralizar qualquer formato - quadrado, retangular, excentrico ou irregular - com precisao abaixo de 0,005 mm usando relogio comparador. Use a autocentrante para lotes de pecas cilindricas e a independente para pecas unicas, excentricas ou de alta precisao.
O diametro da placa para torno deve ser compativel com o diametro de giro sobre o barramento do seu torno (swing). Como regra pratica, a placa nao deve ultrapassar 80% do diametro de giro para nao comprometer a estabilidade. Para tornos com giro de 300 mm, use placas de ate 250 mm. Considere tambem o diametro maximo da peca a fixar: a peca deve caber confortavelmente dentro das castanhas com folga de seguranca. Placas menores giram em rotacoes mais altas com seguranca. Consulte a plaqueta do torno para saber o diametro maximo de placa recomendado pelo fabricante.
A placa hidraulica para torno CNC usa pressao de oleo (40 a 80 bar) para acionar automaticamente as castanhas em menos de 1 segundo. Ao contrario da placa manual, a forca de aperto e precisa, constante e programavel pelo CNC - eliminando variacao humana entre pecas. Vale o investimento quando a producao supera 200 pecas/dia, quando ha carregamento robotico ou quando a consistencia de aperto e critica para qualidade dimensional. O custo inicial e maior (cilindro hidraulico + unidade), mas o ganho de produtividade e reducao de refugo justificam em poucos meses em linhas de producao continua.
A manutencao correta da placa para torno começa pela limpeza semanal do mecanismo scroll ou dos parafusos das castanhas com solvente (thinner ou petroleo) e pincel de cerdas rigidas. Remova cavacos e abrasivos que penetram nas ranhuras e causam desgaste prematuro. Apos a limpeza, aplique graxa lithio NLGI 2 em todos os canais do scroll e nos pinos de guia das castanhas - nunca use oleo fino, pois ele escorre e nao protege adequadamente. Inspecione as castanhas quanto a desgaste nos dentes do scroll a cada 3 meses. Uma placa bem lubrificada mantem a concentricidade original por anos; uma placa seca perde precisao em semanas.
A velocidade maxima de rotacao de uma placa para torno depende diretamente do seu diametro: quanto maior a placa, menor o RPM maximo por questoes de forca centrifuga. Como referencia geral: placa de 160 mm suporta ate 3000 rpm; 250 mm ate 2000 rpm; 315 mm ate 1600 rpm; 400 mm ate 1200 rpm. Esses valores sao para placas em boas condicoes e castanhas corretamente fixadas. Nunca exceda o RPM maximo gravado na plaqueta da placa. Com pecas excentricas ou muito pesadas, reduza o RPM em 30 a 50% para compensar o desequilibrio dinamico. Em tornos CNC de alta velocidade, balanceamento da placa e peca e obrigatorio acima de 2000 rpm.
Antes de montar a placa para torno na flange, limpe completamente o nariz do eixo-arvore e a face de contato da flange com pano seco - qualquer cavaco ou particula causa erro de runout. Posicione a placa na flange alinhando os furos e insira os parafusos de fixacao sem apertar. Aperte os parafusos em sequencia cruzada e progressiva (nunca um de cada vez em sequencia circular) para distribuir a forca uniformemente. Apos montagem, meça o runout radial e axial com relogio comparador: o valor maximo admissivel para trabalhos de precisao e 0,02 mm. Flanges lisas (backplates) devem ser usinadas no proprio torno apos a montagem para garantir concentricidade perfeita.
A escolha entre placa pneumatica e placa hidraulica depende principalmente da forca de aperto necessaria e do investimento disponivel. A placa pneumatica (5 a 8 bar) e mais barata, simples de instalar e suficiente para pecas leves ate 5 kg e usinagem de acabamento com forcas de corte moderadas. A placa hidraulica (40 a 80 bar) oferece forca de aperto 5 a 10 vezes maior, essencial para usinagem de desbaste pesado, pecas grandes acima de 10 kg e aplicacoes de alta velocidade. Para tornos CNC de alta producao com barra ou robot, a hidraulica e preferida pela consistencia. Se o orcamento e limitado e as pecas sao leves, a pneumatica atende com excelente custo-beneficio.
A perda de concentricidade da placa para torno tem quatro causas principais: desgaste do mecanismo scroll por falta de lubrificacao; cavacos abrasivos infiltrados entre as castanhas e o corpo da placa; impacto mecanico por colisao de ferramenta; e desgaste desigual das castanhas. Para diagnosticar, meça o runout radial com relogio comparador em um pino cilindrico usinado de referencia. Para corrigir desgaste leve, desmonte, limpe profundamente e relubrificue com graxa lithio NLGI 2. Se o scroll estiver desgastado, o reparo exige retifica ou substituicao de componentes pelo fabricante. Em casos de castanhas desgastadas assimetricamente, a substituicao do jogo completo de castanhas restaura a precisao original sem trocar a placa.
A castanha dura monobloco e usinada em aco temperado em um unico bloco e tem apenas uma posicao de trabalho - fixacao pelo diametro externo (OD) ou interno (ID), dependendo do modelo comprado. Oferece maior rigidez e e preferida para usinagem pesada de desbaste. Ja a castanha reversivel pode ser invertida (girada 180 graus) no corpo da placa, permitindo fixacao externa e interna com o mesmo jogo de castanhas. E mais versatil e economica, pois substitui dois jogos de castanhas monobloco. A desvantagem e que o encaixe reversivel tem ligeiramente menos rigidez que o monobloco. Para producao em serie de pecas identicas, use castanha monobloco. Para oficinas que usinam grande variedade de pecas e diametros, a castanha reversivel e a escolha pratica.
A placa autocentrante 6 castanhas e indicada sempre que a peca for susceptivel a deformacao pelo aperto. Com 6 pontos de contato, a forca e distribuida em uma area muito maior, reduzindo a pressao por ponto em ate 50% comparado a placa 3 castanhas. Use a 6 castanhas para tubos de parede fina (espessura abaixo de 3 mm), aneis, carcacas, bujes e qualquer peca que ovaliza com o aperto convencional. Tambem e preferida em aluminio, cobre e materiais macios onde marcas de castanha prejudicam o acabamento. Para pecas macicas de aco sem restricao de deformacao, a placa 3 castanhas e igualmente eficiente e mais versatil. A escolha correta elimina refugo por deformacao e melhora a qualidade dimensional final.