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Problemas e Soluções no Torneamento
em Amazonas - AM

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Problemas e Solucoes no Torneamento: Diagnostico e Acoes Corretivas Praticas Quando um problema surge em torneamento, existe uma janela de tempo antes do resultado catastrofico. O custo do retrabalho e enorme: uma peca usinada ...

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DESCRIÇÃO

Ref: Problemas e Sol

Problemas e Solucoes no Torneamento: Diagnostico e Acoes Corretivas Praticas



Quando um problema surge em torneamento, existe uma janela de tempo antes do resultado catastrofico. O custo do retrabalho e enorme: uma peca usinada com acabamento ruim requer retificacao ou remanufatura. Cada hora de retrabalho representa tres horas perdidas de producao. Parar a maquina para investigar e sempre melhor que continuar usinando 100 pecas ruins. A regra e simples: qualquer anomalia (ruido diferente, acabamento inesperado, dimensao fora) e sinal de parar, investigar e ajustar.



Problema 1 - Vibracao (Chatter)



Vibracao e o problema mais destrutivo no torneamento. Destroi ferramentas, superficies e confianca do operador.



Sintomas


Ruido caracteristico: Som ritmico diferente do tom normal de corte. Marcas visuais: Superficie apresenta ondulacoes regulares, com distancia entre cristas de 0.5-3 mm. Acabamento: Ra piora para 1.6-3.2 micrometros quando deveria ser 0.4-0.8 micrometros.



Causas


Balanco excessivo do suporte: Comprimento L maior que 5D tende a vibrar. Maquina velha, rigidez perdida: Mancais gastos, parafusos soltos criam flexibilidade excessiva. Parametros inadequados: Vc muito alta, fn muito alta ou ap muito profundo. Ferramenta desgastada: Aresta desgastada cria impactos repetitivos.



Solucoes


Reduzir balanco imediatamente: Puxe o suporte para dentro da torre ao maximo. Cada mm retornado reduz flexibilidade exponencialmente. Verificar maquina: Aperte todos os parafusos, verifique mancais. Reduzir parametros: Reduza Vc em 15-20%, fn em 20-30%. Trocar ferramenta: Aresta afiada reduz vibracao. Barra antivibracao: Investimento de R$ 2.000-5.000 elimina vibracao em 80% dos casos.











AcaoImpacto EsperadoCustoComplexidade
Retrair suporte 50 mm-30% vibracaoZeroMuito baixa
Apertar parafusos-20% vibracaoZeroBaixa
Trocar ferramenta desgastada-40-60% vibracaoMedioBaixa
Reduzir Vc 15%-25% vibracaoZeroMuito baixa
Reduzir fn 25%-35% vibracaoZeroMuito baixa
Barra antivibracao-70-80% vibracaoAltoMedia


Problema 2 - Acabamento Superficial Ruim



Acabamento ruim e problema epidemico. Pecas com Ra 1.6-3.2 quando deveria ser 0.4 micrometros.



Causas


fn muito alto: Avanco por rotacao grande cria entalhes na superficie. Raio de quina pequeno: Ferramenta com raio de ponta menor que 0.4 mm deixa marcas. Raio deveria ser maior que 0.8 mm para acabamento fino. Aresta desgastada: Flanco desgastado cria friccao e aspereza. Vibracao: Cria ondulacoes visiveis. BUE (aresta postica): Especialmente em aluminio e inox.



Solucoes


Reduzir fn: De 0.5 para 0.1-0.2 mm/rot. Aumentar raio de ponta: Trocar inserto com raio maior reduz Ra em 30-50%. Trocar ferramenta: Ferramenta nova oferece Ra 0.2-0.3 micrometros melhor. Usar wiper: Insertos com faceta wiper reduzem Ra em 20-40%. Verificar vibracao: Elimine vibracao conforme Problema 1.



Problema 3 - Desgaste Prematuro da Ferramenta



Ferramenta durando 10 minutos quando deveria durar 2 horas e classico.



Vida Esperada Tipica


Desbaste em aco carbono: 20-45 minutos por inserto. Acabamento em aco carbono: 45-120 minutos. Operacoes em inox: 15-30 minutos (metade de aco). Operacoes em ferro fundido: 15-30 minutos (abrasivo). Se esta recebendo 5-10 minutos, ha problema.



Causas e Solucoes


Vc muito alta: Temperatura aumenta exponencialmente com Vc. Se Vc esta 30% acima do recomendado, vida pode cair 50%. Classe inadequada: Pastilha dura demais causa quebra; classe mole demais causa desgaste rapido. Refrigeracao insuficiente: Sem fluido adequado, temperatura sobe 200-300 graus. Solucoes: reduza Vc 20%, verifique refrigeracao, revise classe de pastilha, reduza fn e ap proporcionalmente.



Problema 4 - Cavacos Longos e Emaranhados



Cavacos que envolvem a peca e ferramenta criam caos no chao de fabrica.



Causas


fn muito baixo: Se fn menor que 0.1 mm/rot em aco carbono, cavaco tende a ser continuo e longo. ap muito baixo: Profundidade pequena demais cria condicao favoravel a cavaco continuo. ap deveria ser maior que 0.5 mm. Geometria de quebra-cavacos inadequada: Insertos com geometria lisa em aco carbono produzem cavaco longo.



Solucoes


Aumentar fn: De 0.1 para 0.2-0.3 mm/rot frequentemente quebra cavacos naturalmente. Aumentar ap: De 0.5 mm para 2-3 mm muda regime de cavaco. Trocar geometria: Geometria com quebra-cavacos mais agressivo (sulcos mais profundos). Usar HPC: Refrigeracao de alta pressao impacta cavacos com forca, quebrando-os.



Problema 5 - Aresta Postica (BUE)



BUE e especialmente problematico em aluminio e inox. A superficie da peca fica com aparencia irregular e a dimensao torna-se instavel dentro do lote.



Causas


Vc muito baixa: Material macio adere quando Vc e baixa. Inox a 100 m/min tem risco altissimo. Aluminio a 300 m/min tambem. Material aderente: Aluminio puro e o pior caso. Inox austenitico tambem adere muito.



Solucoes


Aumentar Vc agressivamente: Se inox a 150 m/min tem BUE, aumente para 250 m/min. O aumento de temperatura paradoxalmente reduz aderencia (material flui mais que adere). Cobertura PVD: TiN oferece menor aderencia que CVD. AlCrN ainda menos. Geometria positiva: Angulo de saida +8 a +15 graus reduz adesao e forca de corte.



Problema 6 - Peca Fora de Tolerancia Dimensional



Pecas comecam dentro de tolerancia, mas conforme segue a producao, ficam fora da faixa. Medidor mostra variacao conforme o tempo passa.



Causas


Desgaste nao compensado: Conforme ferramenta desgasta, dimensao efetiva muda. Instabilidade termica: Conforme maquina aquece, componentes se dilatam, mudando dimensao final. Deflexao: Suporte muito longo deflexiona sob carga.



Solucoes


CNC com offset de desgaste: Programar offset que se ajusta a cada peca. Maquina manual: Ajustar profundidade manualmente a cada 5-10 pecas. Pre-aquecimento: Ligar maquina 30 minutos antes de producao. Rigidez maxima: Retrair suporte, apertar parafusos, verificar mancais.



Problema 7 - Quebra de Pastilha



Quebra catastrofica de pastilha causa refugo e tempo de parada. Pode ser lascamento (pequena porcao da aresta se solta) ou fratura completa (inserto quebra em varios pedacos).



Causas


Impacto: Entrada de ferramenta muito agressiva na peca, ou parada/retomada brusca. Classe muito dura/fragil: Pastilha CBN e excelente em resistencia mas muito fragil a impacto. Parametros excessivos: ap muito profundo, fn muito alta, vibracao excessiva.



Solucoes


Classe mais tenaz: Se usando CBN K10 e ocorrem quebras, teste K20 (mais tenaz). Reduzir ap: De 3 mm para 1.5-2 mm frequentemente elimina quebra. Entrada suave: Programar entrada em rampa em vez de salto direto. Chanfro de protecao: Insertos com chanfro na quina protegem contra impacto.



Problema 8 - Trincas Termicas



Trincas que irradiam perpendiculares a aresta sao marca de stress termico severo. Observar com lente 10x: linhas finas perpendiculares, espacadas 0.3-1.0 mm. Essas trincas indicam stress severo e risco de quebra no proximo ciclo.



Causas e Solucoes


Variacao termica: Temperatura salta de 200 para 800 graus e volta. Coeficiente de expansao diferente de cobertura vs substrato causa trincas. Refrigeracao intermitente: Jato intermitente causa choque termico pior que usinagem a seco. Solucao: Usinar a seco totalmente OU manter refrigeracao constante durante toda a operacao. HPC oferece fluxo consistente sem variacao.



Problema 9 - Deformacao Plastica da Aresta



Aresta se deforma como chumbo mole em vez de quebrar. Inspecao revela aresta arredondada, como se estivesse derretida. Dimensao varia porque aresta muda de forma durante o corte.



Causas e Solucoes


Temperatura excessiva: Acima de 900-1000 graus, metal duro comeca a amolecer plasticamente. Vc muito alta: Combinacao de Vc alto + classe mole = deformacao. Solucoes: Reduzir Vc 20-30% (de 400 para 300 m/min, temperatura cai ~200 graus). Trocar para classe mais resistente ao calor (P20 em vez de P10). Verificar e aumentar refrigeracao.



Problema 10 - Rebarbas na Peca



Rebarbas deixam peca aspera na aresta de saida. Toque na borda revela rebarba afiada - partes salientes de material nao cortado.



Causas e Solucoes


Aresta desgastada: Aresta romba nao corta limpo, material dobra em vez de partir. Angulo de posicao pequeno: Angulo Kr muito pequeno (45 graus) cria rebarba. Kr maior (90 graus) reduz. Solucoes: Trocar pastilha (aresta afiada corta limpo), usar suporte com Kr = 90 graus, programar trajetoria de saida gradual.



Tabela Resumo - Diagnostico Rapido dos 10 Problemas















#ProblemaSintomaCausa ProvavelSolucao ImediataPrevencao
1VibracaoRuido ritmico, marcas onduladasBalanco maior que 5D, maquina velhaRetrair suporte, reduzir Vc 15%Manutencao preventiva
2Acabamento ruimRa acima do especificadofn alto, raio pequeno, aresta gastaReduzir fn para 0.1-0.2 mm/rotFerramenta nova, raio maior
3Desgaste prematuroVida menor que 10 minVc muito alta, refrigeracao ruimReduzir Vc 20%, verificar fluidoVc correto, HPC
4Cavacos longosCavacos enroladosfn menor que 0.1, ap menor que 0.5Aumentar fn para 0.3 mm/rotParametros balanceados
5BUEAcabamento irregularVc muito baixa em Al/InoxAumentar Vc 50%Vc adequada ao material
6Fora de toleranciaDimensao varia no loteDesgaste, dilatacao termicaOffset -0.02 mm, pre-aquecerCompensacao automatica
7Quebra pastilhaFratura ou lascamentoImpacto, classe fragilReduzir ap, classe mais tenazEntrada suave, ap moderado
8Trincas termicasLinhas perpendicularesRefrigeracao intermitenteSeco OU constanteConstancia termica
9Deformacao arestaAresta arredondadaVc muito alta, temp. maior que 900Reduzir Vc 20-30%Refrigeracao abundante
10RebarbasRebarba na bordaAresta gasta, Kr pequenoTrocar pastilha, Kr=90Manutencao de aresta


Fluxograma de Diagnostico



Quando ocorre problema, siga este processo: 1) Pare e observe - desligue a maquina, abra o protetor, procure vibracao, cavacos emaranhados ou rebarba. 2) Inspecione a ferramenta com lente 10x - aresta afiada, trincada ou deformada. 3) Verifique refrigeracao - jato chegando na zona de corte, concentracao correta. 4) Classifique o problema usando a tabela acima. 5) Aplique solucao imediata e teste em 3 pecas. 6) Avalie resultado - se resolvido, continue e anote. Se nao, aplique solucao secundaria. 7) Documente: data, hora, problema, solucao, resultado.



Casos Reais de Diagnostico



Caso 1: Vibracao em Maquina de Aluminio


Cliente com acabamento caindo de Ra 0.4 para Ra 1.6 micrometros. Diagnostico: Suporte sobressaia 150 mm (L/D = 15:1). Solucao: Retiramos 80 mm do suporte. Vibracao caiu 60%. Ra voltou para especificacao. Investimento: Zero.



Caso 2: BUE em Inox 316


Fabrica de componentes medicos torneando inox 316 a Vc = 120 m/min. Acabamento pessimo, dimensao variando 0.1-0.3 mm. Diagnostico: BUE obvia, cobertura CVD, geometria neutra. Solucao: Aumentamos Vc para 200 m/min e trocamos para PVD. Dimensao estabilizou dentro de 0.02 mm. Investimento: R$ 400 em pastilhas vs horas de retrabalho economizadas.



Caso 3: Desgaste Prematuro em Inconel


Fabrica aeroespacial com vida de ferramenta de 8 minutos em Inconel 718 (esperado: 30+). Diagnostico: HPC a apenas 40 bar, classe marginal S30. Solucao: Pressao HPC para 120 bar, classe S20. Vida subiu para 35-40 minutos. Investimento: Ajuste bomba + pastilhas premium. Retorno em 2 semanas.



Checklist Diario de Prevencao



Inicio do turno: Verificar jato de refrigeracao, inspecionar ferramenta visualmente, testar 2-3 pecas com rugosimetro. A cada 50 pecas: Medir uma peca com micrometro, inspecionar aresta com lente 10x, verificar vibracao anormal. Final do turno: Limpar maquina, registrar quantidade de pecas e trocas de ferramenta, verificar fluido (cor, cheiro, espuma). Disciplina simples em prevencao elimina 80% dos problemas.



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